sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Relacionamentos - O fim, o meio e o início

Em um relacionamento, o outro lado do amor é o ódio, que não se constroi do dia para a noite. Ele começa com uma desatenção aqui, outra ali, uma subida de voz que vai se mantendo, discussões que vão chegando e se tornam corriqueiras, o sexo que vai ficando morno, problemas financeiros que se acumulam, reviravoltas negativas com as surpresas da vida trazendo coisas muito difíceis para dentro de casa. Um belo dia você percebe que a casa está caindo, o relacionamento já não faz bem para nenhum dos dois, há o desejo de se libertar. Surgem questionamentos de todos os lados, em relação ao outro e a si mesmo, culpando e culpando-se. A culpa se instala. O amor saiu pela porta. De bom, só lembranças que perdem a cor com a escuridão do momento. A outra pessoa mostra claramente, do ponto de vista dela, o quanto você é errado. Você tenta mostrar que ela também é errada. Não há vitoriosos, apenas perdedores. O amor acabou. É triste, mas é a verdade. Perdeu-se algo, uma parte de si mesmo onde o outro já tinha um lugar cativo. Demora quanto for necessário para esvaziar este lugar. Ali está um espaço aberto, que é só dor, um espaço que é uma espécie de ferida aberta, clamando por cura. Ela virá com o tempo, sempre ele, o tempo. Tempo que traz, tempo que leva. Tudo é impermanente. Sozinhos viemos, sozinhos nos vamos. Seguimos com nossas qualidades e defeitos até encontrar ou não um outro alguém que suavize a caminhada, que coloque cor no seu mundo. Quais lições ficaram? Quais você conseguiu assimilar? Como elas vão lhe transformar? Seja como for, você seguirá em frente, tendo que lidar consigo mesmo, com o que gosta e o que não gosta em você, tentando se superar, aprender coisas novas, tentando afinal de contas ser feliz. Um novo amor lhe renovará a alma, lhe dará um novo fôlego, uma nova disposição para enfrentar a si mesmo e à vida. Mas a grande luta continua,e ela é com você mesmo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Democracia e o pão e o peixe para todos.

A democracia sempre foi interrompida por golpes no Brasil. Temos, se somarmos, muito poucos anos da chamada democracia. O analfabetismo polítco é consequência direta disso e da falta de uma educação de verdade, com ciências sociais como prioridade básica para todos. Por isso, vemos tanta gente, mesmo com nível universitário, sem ter a mínima noção do que acontece à sua volta, nem de fundamentos elementares sobre o que é comunismo, o que é liberalismo econômico, o que é socialismo. Cospem frases feitas, superficiais, pensando somente em partidos políticos de esquerda que tomaram o poder, fizeram a ditadura do proletariado, e jamais avançaram além disso. Não concebem ser possível, por exemplo, um socialismo democrático, pelos exemplos citados. Ao mesmo tempo não têm noção de que quem comanda o mundo há muito tempo é o liberalismo que favorece uma pequena minoria de privilegiados em detrimento da maioria da população, incluindo micro, pequenos e médios empresários e profissionais liberais. Com opiniões formadas pela grande mídia, totalmente comprometida com essa minoria, assistem a concentração da rqiueza crescer a cada dia e se identificam com os milionários, com os rentistas beneficiados pelos juros altos que rendem milhões sem trabalhar, na ilusão de um dia chegarem a ser como eles, ou simplesmente pelo status que julgam ter opiniões conforme a deles, ou simplesmente por medo de serem mal vistos por eles, ou ainda por julgarem que ser de esquerda é coisa de pobre ou, ensinados pela mídia, coisa de comunistas malvados. Desconhecem o fato que ser de esquerda hoje é trabalhar contra esta política liberal que beneficia poucos em detrimento da maioria, que a livre concorrência liberal é na verdade e na prática, a formação de oligopólios predadores. Desconhecem que com juros altos, quem tem dinheiro terá cada vez mais com suas altas aplicações e quem não tem se endividirá cada vez mais. Desconhecem que essas minorias mandam nos Estados, promovem guerras por motivos geopolíticos e assassinam milhares de pessoas, mulheres e crianças, e são a causa dos refugiados. Desconhecem que não existe democracia em lugar algum e sim, devido a esse domínio das instituições financeiras, indústria das armas, indístria dos laboratórios, indústria do petróleo e supermultinacionais, o que existe é a ditadura econômica que querem manter a qualquer custo, com lucros cada vez maiores para eles, esmagando o restante da população. Ser de esquerda é ter consciência disso, ter noção do todo, da macro política que comanda a economia mundial. Ser de direita é querer manter tudo como está. Os privilegiados estão na deles, claro. Mas quem adota esta visão sem ter muito dinheiro é apenas alienado, contribuindo para este mundo cada vez mais injusto. Um espiritualista de verdade tem que ter noção do macro em todos os sentidos. Ele é um ser político, porque vive neste mundo. Tem obrigação de agir para o bem coletivo, de ajudar a repartir o pão e a multiplicar os peixes para todos e não somente para alguns.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Canção xamânica

Chamo a Força Encarnada Para usar as minhas mãos Para expulsar os malfazejos Que atrapalham meus irmãos Chamo os Seres Sagrados Pra me dar a proteção E a Águia vai por cima E o Leão vai pelo chão Segue a Águia em seu vôo Para me dar a visão E quando eu toco o meu tambor É quem segura a minha mão O Leão com sua força Reinando na imensidão E essa é a força que Eu sinto Dentro do meu coração Fique muito alinhado Diante desta afirmação Eu uso a Luz do Amor Prá te tirar da escuridão

sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel Castro

Fidel! Comandante! Pro bem ou pro mal, um ser raro, um raro guerreiro! Nós podemos escolher como queremos vê-lo. Um ditador ou um libertador! Ou ambos! Um deus para uns, o diabo para outros. Em uma época onde a maioria dos políticos não vale o prato que come e tira comida do prato do povo para enriquecimento próprio, que grita contra a corrupção enquanto rouba milhões e deposita na Suíça, temos visto muitos desses esculhambando Fidel, como se tivessem moral, ética ou dignidade para fazê-lo. Fidel pode ser chamado de tudo, menos de covarde como esses. Cada um pode julgá-lo como quiser, mas não pode impedi-lo de ter entrado para a história como um gigante de coragem e bravura, repito, pro bem ou pro mal ou muito acima disso.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O Agora!

Não tenho saudade do passado, nunca tive. A saudade que tenho, por exemplo, da minhã mãe, diz mais sobre o futuro, quando sei que irei encontrá-la novamente. Não tenho saudade do passado, dos momentos bons, porque a única coisa que me importa agora é como estou hoje, se o que era bom permanece ou se foi. Mas tenho confesso, saudade do futuro, onde resiste a esperança de dias melhores. Estou tentando aprender que isso também é bobagem, que o futuro não existe e tudo que temos é sempre um agora. Ainda vou aprender essa coisa, mas sei que não será no futuro, será num agora qualquer, quando agora for tudo o que importar de verdade, sem expectativas

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Iluminação - E depois?

Mas, depois da Iluminação, o que acontece? Após a Iluminação, experienciamos a aventura do Grande Bodhisattva. Este é o mundo mais maravilhoso de todos. Mas, depois disso, o praticante consumado deve se separar do Ch’an, e ser aquilo que estudou para se formar: uma pessoa que parece ser bastante comum, apenas uma face a mais na multidão. Quem desconfiaria que essa face é uma Face Original? Ninguém poderia supor simplesmente olhando para ela. E assim, o problema final que o praticante encontra é, de fato, entrar no Vazio, sobre o qual os estudantes iniciantes gostam de teorizar. Ele deve atingir a “não-mente”. Ao invés de proceder em uma direção, ele deve se expandir em todas as direções ou, como diria Hanshan: “até o infinito”. O Ch’an é um poste escorregadio de trinta metros. É difícil subir. Mas, uma vez que o praticante encontre um modo de alcançar o topo, o que fazer em seguida? Ele o abandona. Ele dá um salto no espaço vazio. Ele não se apega ao Ch’an. Ele descobriu o que significa o sem ego. Mas agora ele deve viver os resultados dessa descoberta. Suas ações não podem ser deliberadas ou planejadas. E, assim, ele atinge a espontaneidade e se torna um com a realidade. Não há mais necessidade de esforço. Hsu Yun (em “Nuvem Vazia: Os Ensinamentos de Hsu Yun”)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

POESIA DESTES TEMPOS MALUCOS.

Eu espero que esta proposta não te soe à tôa, mas que te toque com a urgência de quem vê um cometa caindo na terra e doa. Doa pelo tempo perdido, mas não doa pela espera necessária de quem tem na utopia sua mais pura referência para quebrar um sistema de engrenagens velhas. Espero que esta mensagem lhe alcance ainda soprando vida neste pulso acelerado, ansioso por algo novo, que seja uma esperança. E lhe peço que não desista, não antes de receber esta poesia e come-la toda como quem devora um maravilhoso prato de sopa. Espero que se junte a mim, através destes versos, que de alguma maneira seja um fio que nos liga a um Universo onde o amor é verdadeiro e o único templo seja nossos corpos. Espero que essas poucas palavras percorram sua alma e que ela enxergue por trás desta confusão toda uma pequena arroba de felicidade.