segunda-feira, 18 de maio de 2020
Depois da Pandemia o que virá?
Quando poderíamos imaginar o que estamos vivendo hoje com o COVID 19? Imaginavámos sim ser possível uma guerra nuclear que colocaria fim a tudo ou terremotos, tsunamis e vulcões abalando grande parte da Terra, mas uma pandemia dessa escala somente cientistas e alguns escritores e roteiristas tiveram tamanha imaginação.
Vivemos a era da separação do joio e do trigo, dos que tem um mínimo de amor dentro de si frente aos que têm em si um ego enorme, uma ignorância profunda e violenta, ódio, fanatismo religioso e político. Neste Planeta estes últimos não reencarnam mais, pois estamos passando de um Planeta de Expiação para um Planeta de Regeneração, mas até chegarmos lá viveremos com estes seres dando seus últimos berros, tentando impor à força sua falta de amor e de solidariedade.
O que virá depois da Pandemia depende da tomada de consciência da maioria de que não dá para continuar assim, religiosos malucos e inescrupulosos em nome de Jesus, Maomé ou Moisés ou outros, políticos e elite que só visam beneficiar a si próprios em prejuízo da maior parte da população e do ecossistema.
Não aprendendo, virão novas ondas de pandemia e catástrofes naturais, a Mãe Gaia reagindo às ações perversas dos homens, que não a deixam passar de fase e viver mais tranquila com homens evoluídos que não prejudicam a si mesmos, aos animais, vegetais, minerais...Basta! Chega!- diz Gaia, exausta de tanto esperar o ser humano se tornar gente.
Não tenha dúvida de que neste momento crítico, políticos a serviço de seus interesses, falsos profetas, Bancos e Megaempresários rentistas estão obtendo lucros enormes enquanto a maioia passa necessidades com a perda de empregos ou de seus pequenos negócios. Não consola saber que serão exilados daqui para planetas atrasados evolutivamente. O que nos cabe é nos conscientizar deste estado de coisas, protestar contra esses seres, lutar a boa batalha e amar mais do que nunca com um amor combativo, que não se rende a estas forças negativas.
Talvez esse homens desprezíveis, depois que passar a Pandemia, tentem nos explorar ainda mais, fortalecendo-se como elite mais do que nunca. Estejamos preparados para isso.
sexta-feira, 17 de abril de 2020
Quem somos nós não sabemos
Ninguém sabe o que a vida é, nem quem de fato somos nós e qual o papel de cada um dos seres vivos numa infinitude de vidas e universos físicos, não físicos e paralelos. Somos bebês engatinhando no Cosmos, querendo respostas pra tudo e mal sabemos quando nosso corpo morre se a cosnciência fica e pra onde vai. Se diante desta tamanha constatação e mistério ainda não nos tornamos humildes e solidários com as angústias de cada um neste imenso e mesmo barco, é porque somos estúpidos mesmo. O mínimo que temos a fazer é nos amar e nos abraçar, compartilhando nossas aflicções, esperanças e desejos de nos manter conectados uns com os outros e com a vida, seja lá o que ela for, enquanto ela durar, O desespero e a alegria de cada um é o desepero e a alegria de todos. Por isso, eu te saúdo, meu companheiro, minha companheira de jornada nesta pequena bolinha chamada Terra.
domingo, 22 de março de 2020
CORONAVÍRUS, QUARENTENA, A HISTÓRIA, AS SOMBRAS, NOSSA SOCIEDADE E O FUTURO.
O termo "quarentena" , pelo que sabe, veio da prática medieval de manter sem comunicação nos portos durante quarenta dias, os navios procedentes de determinadas áreas e sobretudo do oriente. Provavelmente, o termo foi inspirado nos relatos bíblicos, quando Jesus foi tentado no deserto por 40 dias. Os registros do evangelho segundo Mateus, Marcos e Lucas nos contam sobre essa experiência, os dois últimos nos fala sobre três tentações específicas, mas tudo indica que Jesus enfrentou muitas outras, com os desafios do Diabo, este ser que pode e deve ser interpretado dentro da dualidade do bem (O Reino dos Céus está dentro de Vós) e do mal (o Diabo) que existia e existe dentro de Jesus e de todos nós.
Nos caberia investigar a fundo o que é, de que maneira surgiu o conceito de “tentação, termo religiosamente empregado em associações com os 10 pecados originais e outros derivados, no contexto da moral, sempre em transformação histórica e cultural.
Jejum - Jesus enfrentou o diabo e nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome. “Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão”.
Poder/Vaidade/Ambição - “Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua”.
Poder/Fé/Confiança/Fidelidade -O Diabo levou Jesus ao pináculo do templo e disse: “Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo (e voa)”.
Jesus não aceitou este e nenhum dos outros desafios, preferindo não revelar sua força e poderes, pois confiou tanto no Pai que recusou duvidar ou testar a sua fidelidade: “Não tentarás o Senhor, teu Deus”.
Estes quarenta dias representam psiquicamente, o enfrentamento da sombra, conforme Carl Jung, o “lado sombrio” da nossa personalidade, o submundo conturbado da nossa psique que reúne os nossos sentimentos mais primitivos, os egoísmos mais profundos, os instintos mais reprimidos, aquele “eu escondido” que a mente consciente rejeita e que nos mergulha nos abismos mais profundos do nosso ser.
Ao trazer o termo quarentena deste contexto histórico e religioso para os dias atuais, nesta terrível época do Coronavírus, temos que saber que atualmente, a quarentena corresponde ao período máximo de incubação de uma doença, segundo a legislação sanitária internacional, mas que apenas quatro doenças são quarentenárias: varíola, peste, febre amarela e cólera na exigência de observação dos comunicantes de um paciente. O período de incubação se refere ao intervalo entre a infecção do ser humano pelo vírus e o início dos sintomas da doença. Contudo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no caso do Covid-19, esse intervalo varia de 1 a 14 dias, geralmente ficando em torno de 5 dias, portanto a quarentena trata-se neste caso de um período de segurança para evitar o alastrar do vírus, já que se sabe que uma pessoa pode ter incubado o vírus e ele não se manifestar, mas ser transmitido a outras pessoas, sucessivamente. A quarentena, a rigor, não é o mesmo que isolamento, pois este segrega um doente do convívio das outras pessoas durante o período de transmissibilidade, com o intuito de evitar que outros indivíduos sejam infectados.
Estar de quarentena, portanto, é evitar que o vírus se espalhe pela população, mas podemos fazer uma ponte com a nossa psique, já que neste tempo de isolamento temos mais possibilidades de entrar em contato conosco, com nosso eu, sem os impedimentos da correria do dia a dia, nos permitindo refletir sobre nossas próprias vidas e descobrir nossas sombras, individualmente e na convivência íntima com nossos familiares. Uma oportunidade rara, que devemos aproveitar ao máximo, para nos avaliar e reavaliar nossos valores, nossas vidas, nos conhecendo melhor.
Se isso de se dá no âmbito individual e familiar, também de se dá na esfera coletiva, onde a própria estrutura do sistema e tecido social e político entra em choque e precisa ser reavaliada. Perguntas diversas surgem sobre o modelo de sociedade que construímos, onde o capitalismo da sociedade de consumo e o capitalismo financeiro ora vigente dominam e produzem injustiças sociais profundas, em uma concentração de renda absurda, que privilegia e dá excesso de poder a uma minoria que domina a tudo e a todos, produzindo estragos de toda ordem, colocando o lucro acima da vida, ferindo maciçamente os indivíduos e a maioria da população, além de destruir a natureza, tornando o futuro do mundo de todos nós totalmente inviável.
Sem dúvida, a catástrofe do Coronavírus nos leva a uma profunda reflexão. Quanto tempo durará esta desgraça mundial e o que virá após ela não sabemos. Aproveitemos ao menos este lado positivo em meio a tantas coisas negativas e distópicas.
sexta-feira, 20 de março de 2020
terça-feira, 29 de outubro de 2019
Chegou a Hora!
Como foi feita a riqueza da Europa se não explorando os povos dos outros continentes. E dos EUA, se não explorando o mundo inteiro? E da elite rentista, se não do suor de quem trabalha? E como mudar isso, se não pela tomada de consciência e da luta do povo? Enquanto isso não ocorrer a escravidão baixamente remunerada continuará parecendo uma sina irrevogável ou escrita por Deus como querem fazer crer as religiões que mantêm as massas alienadas. O planeta exaurido para sustentar a ganância de uma minoria vai sofrendo danos irreparáveis, enquanto economistas dizem que é preciso crescer, crescer, garfando os lucros para 1%. Mas se a toda ação corresponde uma reação, ao menos a natureza vai provando isso com consequências catastróficas inevitáveis, que não geram dividendos no mercado de ações em papéis, mas ações de resposta para extirpar o que o homem vem fazendo aos outros homens e à Terra. Sim, falta amor e solidariedade, falta consciência onde sobra tecnologia que seria suficiente para todos viverem bem sem matar uns aos outros e ao planeta.
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
Cair e levantar até se descobrir
“A vida” por Bert Hellinger
“A vida decepciona-o para você parar de viver com ilusões e ver a realidade.
A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.
A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”.
A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer.
A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.
A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.
A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio.
A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”.
A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.
A vida tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo.
A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.
A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo
A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti.
A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.
A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.
A vida envia raios e tempestades, para acordá-lo.
A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.
A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir.
A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe.
A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.
A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.
A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então tornar-se tudo.
A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.
A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração.
A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e buscá-los.
A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo.
A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti”
sexta-feira, 19 de julho de 2019
A VIDA EM MIM
A Vida em Mim, um documentário Netflix que mostra a Síndrome da Resignação que virou uma epidemia em crianças refugiadas na Suécia e outros países, precisa ser visto por todos nestes tempos sombrios que vivemos no Brasil. As crianças, de tanto sofrerem humilhações em suas condições de refugiadas com seus pais, aos poucos vão desistindo de viver até que entram numa espécie de estado de coma, e vegetam. A vida se tornou tão insuportável, tão sem cor e esperança para elas, que simplesmente apagam para o mundo. Não reagem, não se mexem, não comem, não abrem os olhos, só respiram. Parecem desmaiadas, semi-mortas, inertes, entregues à desistência de viver. No Brasil de hoje, onde a distopia se espalha, este filme é um grande alerta, quase um espelho do que pode vir pela frente, com o corte da esperança para a maioria da população.
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