terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Zé Pitaco

O humor é sempre uma arte que pode contribuir muito com a sociedade. Zé Pitaco é um personagem de humor que encarna o ultrapassado, o pensamento retrógrado, o cara que não evolui, parado no tempo, cheio de frases feitas. Vale a pena conferir no facebook https://www.facebook.com/Z%C3%A9-Pitaco-1189460161219760 e no youtube https://www.youtube.com/channel/UC6xJbPj8571FE98hkup32-g

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

ópio do povo

“O NOVO ÓPIO DO POVO” OU “POR QUE NÃO DÁ PRA SER COLUNA DO MEIO, FINGIR SER SUPERIOR OU MAIS ESPERTO APENAS USANDO IRONIA E SARCASMO”. A desinformação ou fake news é o retrato deste momento: a roda da vida gira velozmente, os pólos se invertem, o passado teima em resistir ao novo e emerge no presente, descortinam-se todas as mentiras do sistema mas poucos têm olhos para ver, a alienação da maioria convive com os despertar de uma minoria ao mesmo tempo que outras minorias são expostas como carrascos da maioria, tudo girando, batendo num liquidificador cósmico com um fio terra poderoso que ameaça romper-se e entrar em curto-circuito. Uma tragicomédia escrita por 7,5 bilhões de mãos, muitas clamando por um fim meteórico ou pela salvação, seja através de um disco voador ou pela volta do messias da sua tribo, que guerreia com as outras em nome de uma verdade presa a um ou outro livro escrito há tempos e interpretado cada qual a sua maneira, enquanto outros desdenham de tudo isso e se fingem sábios com um ar prepotente que escancara o ridículo. Questionar o sistema passa a ser um perigo perigoso e o oportunismo de centro é a lei, com a covardia “do preciso sobreviver” jamais admitida em público, mas que incomoda no travesseiro e nos pesadelos de quem trai a si mesmo. Outros tentam ridicularizar a dicotomia política e a própria política, como se fosse possível estar no mundo sendo apolítico e sem posição. Se o sistema eleitoral é falho, principalmente num país onde há o Presidencialismo de Coalizão e se é obrigado a fazer alianças com o diabo para poder governar, combatemos o sistema até mudar, mas isso não anula o fato de que até lá temos que tomar partido ou então ficamos á margem, tentando impor um ar de Buda ou de gênio superior, assinalando a coluna do meio. Esoterismo de balcão, igrejas que vendem saídas a prestações sem fim, o sonho de aparecer na telinha, místicos ateus e ateus místicos, trocas de figurinhas carimbadas. Posts alardeiam que falta interpretação de texto, mas os textos são cada vez mais medíocres e nem ironia mais se entende e muitos fazem dela "um like pelo amor de Deus". Foda-se o conteúdo. Em meio a tantos devaneios a porta da compreensão fica cada vez mais estreita e o pastelão das redes sociais é o novo ópio do povo, que desiste de pensar diante de um caos que cresce como um enorme bolo seco e prefere simplesmente esquecer para não entrar em depressão e corre como pode para pagar as contas, perguntando aos céus qual é o seu karma. Rir pra não chorar é a nova religião universal, enquanto as balas cruzam as ruas e a única urgência são a mensagens no whatsapp, no messenger, facebook e instagram.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Raízes

Tenho pai, tenho mães, minhas raízes são o povo da Terra de Tupã, o povo da África e dos Orixás e das caravelas europeias cristãs. Aqui cruzaram a terra e os mares no fogo antropofágico que cozinha um novo tempo na alteridade universal.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O Sagrado

Não existe nenhum templo sagrado, nenhuma terra sagrada, nenhum povo especial. O único templo e local sagrado está no interior de todos nós.Toda forma de preconceito é lesa humanidade e religiosos que o praticam são os piores anticristos. Para alguns Jesus é um mito, para bilhões é Deus encarnado, para outros como eu é o Grande Mestre, que se cristificou, ou se budificou, ou se iluminou, ou seja, saiu da Matrix. Os Grandes Mestres vêm e depois que se vão criam-se religiões deturpadas que sacralizam aquilo que ele não disse e deturpam todos os seus ensinamentos.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Natureza x Concreto

A civilização como tudo tem o seu lado bom e seu lado ruim. Um dos lados mais perversos é nos deixar levar pela vaidade, orgulho e prepotência que permeia a competitividade excessiva. A simplicidade, que se espalha pela natureza, perde seu lugar para a soberba de uma concretude ilusória, pretensamente perspicaz e sabida. Acostumamo-nos de tal modo à velocidade de informações e pensamentos, que a quietude e o silêncio ou os sons das espécies de pássaros, animais, insetos, cachoeiras, vento, ondas do mar... passaram a ser elementos exóticos e estranhos. Perdemos o contato com a natureza e, ao mesmo tempo, com nós mesmos, com nosso interior, com nossa vontade de auto-conhecimento. Alienados de nossas camadas mais profundas, alimentamo-nos da superficialidade, seja real ou virtual, nos escritórios e nas ruas ou na internet. O modo de ser que nos implica a civilização e o sistema, tornou-nos alienados do "quem sou eu".

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Os hippies e os beats..e agora?

Na década de 1950, surgiu, nos Estados Unidos, um dos primeiros movimentos da contracultura: a Beat Generation (Geração Beat). Os Beats eram jovens intelectuais, principalmente artistas e escritores, que contestavam o consumismo e o otimismo do pós-guerra americano, o anticomunismo que havia se generalizado e a falta de pensamento crítico. Na década de 1960, surgiu na França e logo conquistou os EUA o mais influente movimento de contracultura já existente: o movimento hippie. Os hippies se opunham radicalmente aos valores culturais considerados importantes na sociedade: o trabalho, o consumismo, o patriotismo e nacionalismo, a ascensão social e até mesmo a "estética padrão". Era a contracultura, a rebeldia, o enfrentamento da ordem existente, um movimento de esquerda, anárquico, não violento fisicamente, mas de potência esmagadora, tanto que a partir daí o mundo entrou numa nova esfera, com novos comportamentos libertários jamais vistos. Depois, aos poucos, o movimento foi sendo absorvido pela indústria e se tornou um modismo apenas, mas suas marcas ficaram e produziram avanços que seriam impossíveis sem os beats e os hippies. Contudo, de lá pra cá, sentimos sim um grande hiato, um grande vazio, uma carência enorme de novidades contundentes, que deem uma nova sacudida na sociedade.

Flor de Lótus