segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Deus é músico e poeta

Deus pra mim é músico e poeta, gosta de deitar na rede e beber uma gelada, enquanto fala de amor e conta várias piadas. Depois pede licença, tira um cochilo, e convida a galera para uma caminhada que vai de um bosque até uma montanha. Fala pro pessoal fechar os olhos e sentir a brisa, ouvir o canto dos pássaros, sentir o perfume que sopra no ar, e a não pensar em mais nada. Aí anoitece e Ele chama todos para dançar em volta de uma fogueira com músicas de todos os tipos, as que ele compôs e as que nós compomos em todos os cantos do mundo ao longo da história. E depois, rindo, esclarece que todas as músicas saíram Dele mesmo, afinal Ele está em nós e em nossa criatividade. Para as crianças e os adultos, antes de dormir, Ele conta histórias e revela quase todos os segredos do Universo. Quase, pois todos não dá, afinal Deus tem muitos segredos e, de vez em quando, cochicha em nossos ouvidos alguns novinhos em folha. Ah, esqueci de falar que ele fica muito bravo quando fala do egoísmo humano e da concentração de renda e poder nas mãos de uns poucos.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A hora da decisão

Vivemos um momento único. Levamos muitos milhares de anos para chegarmos a 1 bilhão de habitantes na Terra no final do século XIX. Em pouco mais de 100 anos chegamos a 7 bilhões e mudamos a face do planeta com todo tipo de tecnologia e devastamos nossas florestas e equilíbrio ecológico. Fizemos duas guerras mundiais e estamos próximos de uma terceira. Afetamos a natureza, o clima e criamos uma sociedade desigual e egocêntrica onde poucos têm tudo e a maioria nada, gerando violência e insegurança. Nossa capacidade tecnológica evoluiu, mas a consciência não. A grande maioria ainda é primitiva e egocêntrica, sem senso do coletivo. Com armas poderosas na mão, governos e cidadãos levam perigo e ameaça para toda parte. A maioria sofre com condições precárias de vida. Sem dúvida, uma situação insustentável, uma panela de pressão prestes a explodir. Olhos abertos!!!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Planeta Terra Urgente!

Momento chave no planeta mais dual do Universo. Missão: Transcender as polaridades através do amor. Visão: Estabelecer uma sociedade onde todos vivam felizes, satisfeitos, plenos, realizados, unidos, trabalhando todos por todos. Valores: Fraternidade, Igualdade, Coletividade, Liberdade, Criatividade, Evolução, Paz

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Siddharta - reflexões.

Disse Siddharta a Buda: -Se eu eu fosse um dos teus discípulos, ó Venerável, receio... que meu eu só aparentemente, falazmente, obtivesse sossego e redenção, mas na realidade continuasse a viver e a crescer, uma vez que eu teria então a tua doutrina, teria o fato de ser teu adepto, teria meu amor a ti, teria a comunidade dos monges e faria de tudo isso meu eu”. ... “Era meu desejo conhecer o sentido e a essência do eu, para desprender-me dele e superá-lo. Apenas logrei iludi-lo. Consegui, sim, fugir dele e furtar-me às suas vistas. Realmente, nada neste mundo preocupou-me tanto quanto esse eu, esse mistério de estar vivo, de ser um indivíduo, de achar-me separado e isolado de todos os demais, de ser Siddharta! E de coisa alguma sei menos do que sei quanto a mim, Siddharta!” “O facto de eu não saber nada a meu próprio respeito, o facto de Siddharta ter permanecido para mim um ser estranho, desconhecido, tem sua explicação numa única causa: tive medo de mim; fugi de mim mesmo! Procurei o Átman, procurei o Brama, sempre disposto a fraturar e a pelar o meu eu, a fim de encontrar no seu âmago ignoto o núcleo de todas as cascas. Mas, enquanto fazia isso, perdi-me a mim mesmo”. “Atormentava-o a impressão de ter levado uma existência vil, miserável, insensata”. Sentou-se embaixo de sua mangueira no seu jardim e começou a pensar e a reavaliar sua existência. Passou todo dia refletindo, até que pensou: “ “...Aqui estou, ao pé da minha mangueira, no meu jardim”... E esboçou um leve sorriso, ao ponderar se tudo isso era necessário , importante e certo, e não apenas um brinquedo tolo, possuir uma mangueira e um jardim?” “Sempre se pavoneara com altivez; sempre quisera ser o mais inteligente, o mais zeloso... nesse sacerdócio, nessa altivez, nessa erudição infiltrava-se o seu eu; ali se arraigara, crescera, enquanto ele, Siddharta, cria tê-lo aniquilado por meio de jejuns e mortificações”.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

A Roda da Vida

Tudo é impermanente, até mesmo a memória, que pode ser desligada com os anos, portanto o eu que é feito delas, também desaparecerá para a construção de um novo eu na roda da vida. Talvez só sobreviva o que realmente importa, e o que é mais importante do que o amor? No tempo e no espaço tudo gira, vai e volta em oitavas acima, experimentando, acertando, errando, corrigindo, seguindo, tentando, conseguindo, sempre mais e mais e mais. Mas no eterno, no não tempo, há o encontro, este é o salto quântico, a iluminação prometida.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Canção à beira do vazio.

Olha, não há nada pronto neste troço que se chama vida/há sutilezas em cada corte de espada, não cutuque à tôa esta canção que fala já perdida/não atravesse o barco como se fosse onda/ouça a minha voz lambida que escorre em seu pescoço/roa,mastigue o osso que sobrou daquele sonho/causa alvoroço meu silêncio na sua fala muda/não se espante se me ouvir distante falando baixo ao seu pé de ouvido/não há razão para se ter razão no desconexo despercebido/não há sentido no que perdeu suas raízes/flutua virgem sua paz no estrondo pavoroso deste fogo solto/mil formas de se ver além de tudo/ sem começo/ liberdade/nem cedo ou tarde/se assanha e arranha o universo/como se tudo não passasse de amor e sexo/junte tudo e se largue em reflexo/não sei aonde que cruzamos nossos passos/nossos destinos se tocaram e uma nota alta se ouviu no espaço/peço licença um instante para nos ver ao menos de verdade/nem que seja talvez quem sabe/ pode ser ou não desta vez a última vez

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Eu Sou o que Sou

Cortes, recortes da realidade. Papel aceita de tudo, até seita. Mas o vento movimento leva, o fogo queima, a água apaga, a terra enterra todas as coisas. Nada persiste, a não ser o que é, e o que é senão a atemporalidade que permeia a ilusão do espaço-tempo, a consciência incriada, além da efêmera existência? O não ser como raíz do ser. O Eu Sou o que Sou.