sábado, 17 de outubro de 2015

Consciência do Uno

Rompem os trovôes da harmonia, flechas lançadas atravessam o vento e atingem o peito com a flor na ponta Despertar de cores, flautas indíǵenas ressoam nos cantos do mundo Cachoeiras tocam as setes notas musicais Rompem as pedras a serem rompidas Tocam suavemente as pedras que devem ser mantidas e destas reluzem intensos brilhos do agora Transpassam-se todos os tempos Gritam animais de poder toda sua força Ecoam nas águas dos sentimentos Vibram em todos os pensamentos O fogo destrói o velho e cozinha o novo Porvir é o presente Encontram-se todos os momentos Arde o clamor de eras e eras Surge a consciência do Uno Nada detém a evolução

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Nunca vi um economista dizer isso.

Nunca vi um economista dizer isso, é claro, porque não é científico, "não pegaria bem pra ele", mas me parece tão óbvio. A abundância existe, o que não existe é amor-sabedoria. Existisse ela, todos seriam beneficiados pelas conquistas humanas, lembrando que aquilo que beneficia poucos deveria beneficiar muitos. Nas sociedades egóicas em que vivemos, aquilo que prejudica a minoria é ignorado pela maioria e aquilo que beneficia a minoria é negado à maioria. A vontade ṕara mudar este estado de coisas tem que partir da maioria. Para isso, é claro, é preciso ter consciência e ter consciência requer amor-sabedoria.

domingo, 11 de outubro de 2015

Mahatma Gandhi e o professor que não gostava dele

Quando Gandhi estudava Direito na Universidade de Londres tinha um professor chamado Peters, que não gostava dele, mas Gandhi não baixava a cabeça. Um dia o prof. estava comendo no refeitório e sentaram-se juntos. O prof. disse: - Sr. Gandhi, você sabe que um porco e um pássaro não comem juntos? Ok, Prof..... Já estou voando...... e foi para outra mesa. O prof. aborrecido resolve vingar-se no exame seguinte, mas ele responde, brilhantemente, todas as perguntas. Então resolve fazer a seguinte pergunta: - Sr. Gandhi, indo o Sr. por uma rua e encontrando uma bolsa, abre-a e encontra a Sabedoria e um pacote com muito dinheiro. Com qual deles ficava? Gandhi respondeu.... - Claro que com o dinheiro, Prof.! - Ah! Pois eu no seu lugar Gandhi, ficaria com a sabedoria. - Tem razão prof, cada um ficaria com o que não tem! O prof. furioso escreveu na prova "IDIOTA" e lhe entregou. Gandhi recebeu a prova, leu e voltou: E disse... - Prof. o Sr. assinou a prova, mas não deu a nota! Moral da historia. Semeie a Paz, Amor, compreensão. Mas trate com firmeza quem te trata com desprezo. Ser gentil não é ser capacho, nem saco de pancadas...

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Matrix, Alienação

Enquanto isso, na Matrix, a intolerância partidária, ideológica, religiosa, nacionalista e de gênero anda tão grande quanto a concentração de renda, cada vez maior em todo o mundo, insuflada por um tsunami conservador de fazer inveja ao Füher. Os interesses de uma minoria são rigorosamente estabelecidos e propagados como o bem maior, devastando qualquer tentativa de contê-los, e a alienação se impõe na grande maioria das populações, enquanto ela mesma sofre as consequências, sem se dar conta do que de fato se passa. E grita e esperneia pela moralidade quando o que está por trás desta moralidade é completamente imoral e a realidade em que acredita completamente fabricada. Mas desalienar é muito complicado e não se resolve só com educação, mas com poder de crítica, que vai além dela, apesar de tê-la como base fundamental. Reconhecer a Matriz, saber que está dentro dela, que faz o jogo dela é um primeiro e dificílimo passo, mas totalmente inconveniente. Como teremos uma sociedade mais justa se aquilo em que acreditamos (ou queremos acreditar por conveniência) nos foi imposto como sendo o melhor caminho, mas nos conduz justamente ao oposto do que queremos? Internamente e externamente, um espelho do outro, estamos bloqueados, censurados, anesteasiados. Vivemos uma era onde filosofar é perder tempo, pois tempo é dinheiro, e o lucro está acima de tudo. A verdade e a vida são o que menos importa. O jogo, portanto, é apenas o de adaptação, adaptar-se bem à Matrix, e pronto. O resto é bobagem, tolices passageiras. Nada que uma boa frase de efeito e uma boa risada não resolvam. Os que teimam em procurar uma saída para a Matrix não passam de loucos e utópicos. Alienar é preciso, ou melhor, não é mais preciso. Está posto.

sábado, 3 de outubro de 2015

Utopia

Quando Thomas Morus, escritor inglês que viveu de 1480 a 1535 escreveu Utopia, imaginou uma sociedade perfeita, que proporcionava as melhores condições de vida a um povo equilibrado, vivendo harmonicamente, em paz e feliz, com todo o tempo livre para as artes, leitura e auto-conhecimento. Ao confrontar tal mundo com as sociedades reais, onde predominam os conflitos de todas as ordens, aquele pareceu tão distante, que se tornou inevitável dizer que Utopia era apenas uma ilusão, algo impossível de acontecer. Desse modo, Utopia virou, popularmente, um termo pejorativo, enquanto filosoficamente passa a ser um ideal a ser perseguido, especialmente em termos sociais. Ou seja, sem utopias, sem a busca por uma sociedade melhor, sem a imaginação, a criatividade e o desejo de realizá-la ficaríamos estagnados e conformados com as imperfeições dos nossos modelos de sociedades. Portanto, ao invés de quase xingar alguém de utópico quando propõe ou manifesta o desejo de mudar para revolucionar a sociedade, devemos valorizar a utopia, pois é ela que nos movimenta em busca de uma sociedade melhor para todos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Yin Yang

Nem 8 nem oitenta é uma expressão popular extremamente sábia, talvez inspirada no caminho do meio do budismo. Vivemos nos extremos, polarizando tudo e a todos. Bom, ruim, excelente, péssimo, esquerda, direita, positivo, negativo. Mas no Taoismo descobrimos que o yin contém o yang e o yang contém o yin, lembrando outra frase de que os extremos se tocam. Sabemos também que transcender as polaridades é fundamental. Mas nada disso significa ficar em cima do muro e sim, ás vezes devemos ser extremistas para contrapor o outro extremo. Transcender as polaridades pelo que podemos deduzir só é possível através do amor pleno, na não separatividade, no sentir o uno no diverso. São pistas, para serem sentidas, meditadas, vividas e não para intelectualizá-las, lembrando que tentar ou buscar transcender é dizer que não o fazemos agora e agora é tudo o que temos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Ser normal não é ser espiritualista

"A gente sabe, mas a gente não pratica". Dois dos maiores esforços que fazemos na vida são para sermos aceitos e para parecermos normais, mal sabendo que isso é a nossa ruína. Todos nós temos muito a dizer além do que dizemos, todos podemos ir muito além do que vamos, além do que a vergonha e o medo impedem como um muro de convenções sociais que aprisionam não só a expressão, mas todo o ser por inteiro, amarrado por sanidades completamente impostas e artificiais, iludidos por símbolos e convenções do que é sucesso ou ser bem sucedido. É assim que não nos permitimos à arte e à vida, o que só é possível quando rompemos com a normapatia estabelecida. Com carapaças largas e rígidas, que impedem o movimento, repletos de medos e preconceitos vigentes, seguindo pensamentos e fórmulas vindas de outros, papagaios ambulantes, esquecendo que só é possível seguir em frente de verdade fazendo o próprio caminho, vestimos ideais e armaduras alheias, fruto da mediocridade reinante, volúpia do consumo de todas as ordens, consentidas no trono por todos nós. Assim, seguindo com olhos baixos, curvados, entregues, mal suspeitamos de que ao renunciar à nossa propria descoberta, dentro de nós mesmos, abraçamos o lá fora, onde o que se chama vida é apenas morte travestida. Deixar as lamúrias que só nossos travesseiros conhecem, só soltando as amarras, encarando a dor de cortar as cordas e saltar no abismo, no escuro, pois é lá que mora a luz escondida nas sombras. E aí dizemos pra nós mesmos: - Tudo muito bonitinho, mas falar é fácil, quem tem coragem pra isso? E assim, seguimos, a todos e a tudo, menos a nós mesmos, cá com nossos botões, tentando pagar as contas, chamando isso tudo de realidade. É a vida. É a vida?