sábado, 17 de outubro de 2015
Unicidade
11 horas no relógio. Adiantando uma hora para o horário do verão, é meia-noite. E se adiantássemos 13 horas? Seria meio-dia. Meio-dia à meia-noite. A troca da noite pelo dia ou seria a troca do dia pela noite. Os notívagos adorariam, os diuturnos, detestariam. Mas essa coisa de adiantar o relógio mostra que, se quesíssemos poderíamos brincar com o tempo. E se adiantássemos 100 anos no calendário? Não mudaria nada, apenas estaríamos em 2115, mas tudo igual por aí. Melhor mesmo a máquina do tempo que ainda não inventaram. Ou inventaram no futuro e muitos viajam para cá no passado deles? Bom, isso já foi tema de filme. Ms e, se derepente, já ouvi falar sobre isso, se o tempo simplesmente desaparecesse e passado, presente e futuro se encontrassem todos aqui e agora? Como seria isso? A nível pessoal, é até possível imaginar, Quem você foi, é e será estariam todos presentes. Mas e nas civilizações, por exemplo? Todas as civilizações passadas, presentes e futuras como poderiam estar vivendo juntas ao mesmo tempo? Pressupondo a reencarnação, o cara que foi um gladiador em Roma e é agora um jogador de futebol em São Paulo e será um piloto de nave espacial em 2110 na Dinamarca, como e onde estaria aqui e agora, no eterno presente? Lembrando que ele foi mil outras coisas no passado e será mil e outras coisas no futiuro? Como seria então este não tempo? Desaparecriam todos os cenários, todas as personalidades e ficaria apenas o eterno Eu Superior, sem vestes e sem lugares? Deus seria isso, o Imanifestado que quando se manifesta, o faz em zilhões de personalidades e em zilhões de lugares no tempo e no espaço? Por isso, somos o próprio Deus? Seria esta uma das possíveis explicações do conceito de que Somos Todos Um?
Consciência do Uno
Rompem os trovôes da harmonia, flechas lançadas atravessam o vento
e atingem o peito com a flor na ponta
Despertar de cores, flautas indíǵenas ressoam nos cantos do mundo
Cachoeiras tocam as setes notas musicais
Rompem as pedras a serem rompidas
Tocam suavemente as pedras que devem ser mantidas
e destas reluzem intensos brilhos do agora
Transpassam-se todos os tempos
Gritam animais de poder toda sua força
Ecoam nas águas dos sentimentos
Vibram em todos os pensamentos
O fogo destrói o velho e cozinha o novo
Porvir é o presente
Encontram-se todos os momentos
Arde o clamor de eras e eras
Surge a consciência do Uno
Nada detém a evolução
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Nunca vi um economista dizer isso.
Nunca vi um economista dizer isso, é claro, porque não é científico, "não pegaria bem pra ele", mas me parece tão óbvio.
A abundância existe, o que não existe é amor-sabedoria. Existisse ela, todos seriam beneficiados pelas conquistas humanas, lembrando que aquilo que beneficia poucos deveria beneficiar muitos. Nas sociedades egóicas em que vivemos, aquilo que prejudica a minoria é ignorado pela maioria e aquilo que beneficia a minoria é negado à maioria. A vontade ṕara mudar este estado de coisas tem que partir da maioria. Para isso, é claro, é preciso ter consciência e ter consciência requer amor-sabedoria.
domingo, 11 de outubro de 2015
Mahatma Gandhi e o professor que não gostava dele
Quando Gandhi estudava Direito na Universidade de Londres tinha um professor chamado Peters, que não gostava dele, mas Gandhi não baixava a cabeça.
Um dia o prof. estava comendo no refeitório e sentaram-se juntos.
O prof. disse:
- Sr. Gandhi, você sabe que um porco e um pássaro não comem juntos?
Ok, Prof..... Já estou voando...... e foi para outra mesa.
O prof. aborrecido resolve vingar-se no exame seguinte, mas ele responde, brilhantemente, todas as perguntas.
Então resolve fazer a seguinte pergunta:
- Sr. Gandhi,
indo o Sr. por uma rua e encontrando uma bolsa, abre-a e encontra a Sabedoria e um pacote com muito dinheiro.
Com qual deles ficava?
Gandhi respondeu....
- Claro que com o dinheiro, Prof.!
- Ah! Pois eu no seu lugar Gandhi, ficaria com a sabedoria.
- Tem razão prof, cada um ficaria com o que não tem!
O prof. furioso escreveu na prova "IDIOTA" e lhe entregou.
Gandhi recebeu a prova, leu e voltou:
E disse...
- Prof. o Sr. assinou a prova, mas não deu a nota!
Moral da historia.
Semeie a Paz, Amor, compreensão. Mas trate com firmeza quem te trata com desprezo. Ser gentil não é ser capacho, nem saco de pancadas...
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Matrix, Alienação
Enquanto isso, na Matrix, a intolerância partidária, ideológica, religiosa, nacionalista e de gênero anda tão grande quanto a concentração de renda, cada vez maior em todo o mundo, insuflada por um tsunami conservador de fazer inveja ao Füher. Os interesses de uma minoria são rigorosamente estabelecidos e propagados como o bem maior, devastando qualquer tentativa de contê-los, e a alienação se impõe na grande maioria das populações, enquanto ela mesma sofre as consequências, sem se dar conta do que de fato se passa. E grita e esperneia pela moralidade quando o que está por trás desta moralidade é completamente imoral e a realidade em que acredita completamente fabricada. Mas desalienar é muito complicado e não se resolve só com educação, mas com poder de crítica, que vai além dela, apesar de tê-la como base fundamental. Reconhecer a Matriz, saber que está dentro dela, que faz o jogo dela é um primeiro e dificílimo passo, mas totalmente inconveniente. Como teremos uma sociedade mais justa se aquilo em que acreditamos (ou queremos acreditar por conveniência) nos foi imposto como sendo o melhor caminho, mas nos conduz justamente ao oposto do que queremos? Internamente e externamente, um espelho do outro, estamos bloqueados, censurados, anesteasiados. Vivemos uma era onde filosofar é perder tempo, pois tempo é dinheiro, e o lucro está acima de tudo. A verdade e a vida são o que menos importa. O jogo, portanto, é apenas o de adaptação, adaptar-se bem à Matrix, e pronto. O resto é bobagem, tolices passageiras. Nada que uma boa frase de efeito e uma boa risada não resolvam. Os que teimam em procurar uma saída para a Matrix não passam de loucos e utópicos. Alienar é preciso, ou melhor, não é mais preciso. Está posto.
sábado, 3 de outubro de 2015
Utopia
Quando Thomas Morus, escritor inglês que viveu de 1480 a 1535 escreveu Utopia, imaginou uma sociedade perfeita, que proporcionava as melhores condições de vida a um povo equilibrado, vivendo harmonicamente, em paz e feliz, com todo o tempo livre para as artes, leitura e auto-conhecimento. Ao confrontar tal mundo com as sociedades reais, onde predominam os conflitos de todas as ordens, aquele pareceu tão distante, que se tornou inevitável dizer que Utopia era apenas uma ilusão, algo impossível de acontecer. Desse modo, Utopia virou, popularmente, um termo pejorativo, enquanto filosoficamente passa a ser um ideal a ser perseguido, especialmente em termos sociais. Ou seja, sem utopias, sem a busca por uma sociedade melhor, sem a imaginação, a criatividade e o desejo de realizá-la ficaríamos estagnados e conformados com as imperfeições dos nossos modelos de sociedades. Portanto, ao invés de quase xingar alguém de utópico quando propõe ou manifesta o desejo de mudar para revolucionar a sociedade, devemos valorizar a utopia, pois é ela que nos movimenta em busca de uma sociedade melhor para todos.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Yin Yang
Nem 8 nem oitenta é uma expressão popular extremamente sábia, talvez inspirada no caminho do meio do budismo. Vivemos nos extremos, polarizando tudo e a todos. Bom, ruim, excelente, péssimo, esquerda, direita, positivo, negativo. Mas no Taoismo descobrimos que o yin contém o yang e o yang contém o yin, lembrando outra frase de que os extremos se tocam. Sabemos também que transcender as polaridades é fundamental. Mas nada disso significa ficar em cima do muro e sim, ás vezes devemos ser extremistas para contrapor o outro extremo. Transcender as polaridades pelo que podemos deduzir só é possível através do amor pleno, na não separatividade, no sentir o uno no diverso. São pistas, para serem sentidas, meditadas, vividas e não para intelectualizá-las, lembrando que tentar ou buscar transcender é dizer que não o fazemos agora e agora é tudo o que temos.
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