domingo, 15 de novembro de 2015

Sonhos

Sonhos bons não podem ser só ilusões ou fantasias ou fugas da realidade. Sonhos têm que ser mais do que simples desejos de meros mortais condenados a uma realidade de que não gostamos. Não podemos ser apenas escravos do concreto, do triste pesar de nossas limitações. Não podemos viver amarrados a um ego imperfeito, sofrendo chibatadas das desilusões e da crueldade do tempo que passa ou muito rápido ou muito lento. Não podemos ser apenaas uma personalidade formada de memórias e de escolhas, de preferências tolas e incompletas. A vida tem que ser arte e magia para ser vivida intensamente, tem que ser livre de corpo e repleta de encantos, cantos, poesia, música e dança. Tem que ser uma eterna criança descobrindo maravilhas a cada momento, voando nas alturas, correndo na terra gritando de alegria e silenciando em amor diante do sagrado de cada simples gesto ou beleza de cada ser vivo. Não podemos nos conformar com a feiúra dos egoismos, sejam os nossos ou dos outros. Fomos feitos para amar a todos e a tudo, livres e plenos, em paz e harmonia, completos em Deus em Nós. Não podemos aceitar nada menos do que isso. Se isso não temos é porque não prestamos atenção suficiente no que Somos e nos deixamos enganar pelo que não somos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Simbologia

Em tempos agitados como os de hoje, vale lembrar a simbologia da flor de lótus que nasce no lodo, assim como a luz nasce nas trevas aparentes que nos cercam, a justiça na injustiça, a compaixão do meio do ódio, a solidariedade no meio do egoísmo reinante,o respeito às diferenças no meio do desrespeito às minorias, o pensamento progressista dentre os pensamentos reacionários, a limpeza após descoberta a sujeira embaixo do tapete, a espiritualidade universal no meio dos sectarismos e fundamentalismos religiosos.
Viva a Flor de Lótus!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Mooji

Há muitas pessoas falando sobre espiritualidade, muitas escolas, muitas tendências, muitos conceitos, muitas teorias. De tanto pesquisar, ler, frequentar grupos diferentes, chega uma hora que é preciso dar um basta à mente, afinal é ela que nos impede de dar o salto que realmente precisamos. Mooji é um ser especial que fala sobre isso. Um negro jamaicano que se iluminou. Veja este video e depois outros e mais outros.

sábado, 24 de outubro de 2015

Realidade e Ilusão

O desafio de entender a realidade e desfazer-se da ilusão é muito grande, porque cada um enxerga o que se chama de realidade de uma maneira particular, do mesmo modo que se vê de modo diferente que os outros o veem, cada qual também à sua maneira. Temos consenso sobre determinadas coisas, por exemplo, aquilo ali é uma cadeira, aquela é uma árvore, olha o cachorro, veja esta mulher, aqui é o Brasil. Agora, cada um encarará aquela cadeira - e tudo que aqui citei como exemplo - de um modo particular, com critérios próprios de feio, bonito, legal, chato, simpático, antipático, atraente, repulsivo,etc. Parece óbvio falar da realidade, mas o que é real de fato? Aquilo que os sentidos apontam? E aquilo que pensamos, sentimos ou imaginamos? É senso comum que realidade significa o ajuste que fazemos entre a imagem e a ideia da coisa em si, entre verdade e verossimilhança. O assunto realidade é matéria presente em todas as ciências e tem particular importância nas ciências que têm como objeto de estudo o próprio homem: a antropologia cultural e todas as que nela estão implicadas, como a filosofia, a psicologia, a semiologia e muitas outras, como também nas artes. O modo em como a mente interpreta a realidade é uma polêmica antiga e grandes pensadores de todos os tempos teceram suas teses sobre o tema. Na interpretação ou representação do real, seja verdade subjetiva ou crença, a realidade está sujeita ao campo das escolhas, das interpretações, ou seja, determinamos parte do que consideramos ser um fato, ato ou uma possibilidade, algo adquirido a partir dos sentidos e do conhecimento adquirido. Dessa forma, a construção das coisas e as nossas relações dependem de um complexo contexto, que ao longo da nossa existência cria uma lente, definindo o que vamos aceitar como real. A realidade, desse modo, é construída por cada um, não é dada pronta para ser descoberta. Aquilo que observamos está vinculado a escolhas, que são mais um conjunto de normas do que evidência. Chegamos assim a pereceber que não existe realidade absoluta, mas visões particulares, pois nada existe ou é igual para todos. Assim, quando alguém chega pra você e diz para encarar a realidade, você pode perguntar: - Qual, a sua ou a minha? Vale o mesmo para todos os conceitos, inclusive o de Deus, pois cada um tem uma visão própria de Deus, vinculada ou não a alguma religião. Por falar nelas, alguns acreditam em céu e inferno, em uma só vida carnal, outros em vários planos pós-morte e em reencarnação, só para citar básicas diferenças. Para outros, só existe esta vida e fim e quando ouvem falar em plano astral, por exemplo, acham isso uma tremenda bobagem. Seja no campo científico com métodos próprios ou no campo metafísico, a realidade dança conforme o investigador. O que era julgado realidade ontem não é mais hoje e será diferente no futuro, conforme o avanço das pesquisas ou das consciências. Na física quântica, personalidades como o Físico indiano Amit Goswammi, faz pontes entre ciência e espiritualidade, com novas investigações não aceitas no meio científico, mas muito bem recebidas por muita gente. Tudo muda o tempo todo, tudo é transitório e nossos conceitos de realidade e de quem somos também. Estamos vivos, só isso que sabemos, e queremos aproveitar este fato da melhor maneira possível. Se tudo aqui ou o quê aqui é real ou ilusão não sabemos ao certo. Mas a música está tocando. Cabe a nós dançar e curtir ao máximo este som e tentar eliminar os ruídos que nos atrapalham e não nos deixam ouvir direito a melodia e sua letra. É tudo o que temos. Somos curiosos e não vamos parar de investigar. Isso é bom, mas não deve ser uma obsessão, pois ela também estraga a música. Investigar deve ser uma viagem prazeirosa enquanto dançamos, senão não faz sentido.

Eu Superior

Não estou interessado mais em teorias. Já vi o suficiente delas. Não estou interessado no que vai me dizer, nem no que eu possa te falar. Não estou interessado na última palavra da ciência, nem nos manuscritos mais antigos que possam recontar a história. Não estou interessado em mudar este sistema, nem em conservá-lo. Não estou interessado em minhas memórias.Não estou interessado em mim. Só me interessa o Eu em mim, o Eu em você, os Eus, Deus em nós.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Ganesha, o removedor de obstáculos.

Quem é Ganesha, o que simboliza? A história conta que é filho de Shiva. Uma dia quando a esposa de Shiva, Parvati, estava se sentindo só, ela resolve criar um filho para lhe fazer companhia, Ganesha. Enquanto tomava banho, ela pediu que o filho não deixasse ninguém entrar em casa. Nesse dia, Shiva chegou mais cedo do que se esperava e brigou com o menino que o impedia de entrar na própria casa. Nessa briga, Shiva arranca a cabeça do menino com o tridemte. Quando a mãe vê o que aconteceu, chora e explica tudo para o marido. Shiva então lhe dá de volta a vida, substituindo a cabeça com a do primeiro animal que aparece, um elefante. As histórias de Ganesha são muito inspiradoras. Ele sempre tem um jeito astuto de resolver os problemas. Como se sabe, os símbolos são apenas um veículo para a mente refletir, se inspirar e tomar atitudes.Vvamos ver o que Ganesha representa enquanto símbolo. A cabeça de elefante simboliza a felicidade, pois sua face transmite a paz e sua tromba remete ao discernimento e à capacidade de distingir entre o real e o irreal e em conduzir bem a vida. As orelhas simbolizam o dharma e o adharma, o que é certo e errado, e sua tromba entre as duas é capaz de levantar um tronco de árvore ou um palito. E é assim que devemos ser na vida, conseguir distinguir o justo e o injusto não apenas nas grandes situações da vida mas também nos seus aspectos mais sutis. A cabeça de elefante simboliza esse intelecto com paz e maturidade. Na testa, vê-se o Trishula (arma de Shiva, similar a um Tridente), simbolizando o tempo (passado, presente e futuro) e a superioridade de Ganesha sobre ele, Ganesha possui apenas um dente. A história conta que quando Vyasa precisava de um escritor para colocar os Vedas, ele foi o primeiro a levanta a mão. E Vyasa disse para ele: “mas você não tem lápis ou caneta.” Ele então quebrou o dente e falou: “problema resolvido!” A idéia é a prontidão para se doar. Não existe relação com nada, nem ninguém, quando não há uma auto-doação. Você se oferece e dá um pouco de si e a outra pessoa faz o mesmo, Essa é a base de toda relação e seu dente quebrado é para lembrar isso. Ganesha tem na primeira mão o dente quebrado. Na segunda e na terceira ele carrega um ankusha (atiçador de elefantes) e um pasha (laço), que são ferramentas usadas para auxiliar os seus devotos. Ele tem duas ferramentas, porque existem dois obstáculos mentais que precisam ser trabalhados. Quando a mente está em tamas, com lascidão, preguiçosa e improdutiva ele usa o atiçador de elefantes para ninguém dormir no ponto, porque tamas só é vencida com o movimento de rajas. E quando a mente está em rajas, produtiva e com boa velocidade, existe uma zona de perigo quando esta velocidade passa do limite, tanto para nossa saúde, como para os nossos relacionamentos ou para o próprio ego, que começa a crescer e se achar importante. É neste instante que Ganesha usa o laço, segura a gente ou dá aquela puxadinha no pé, que nos faz tropeçar e lembrar que não somos "o máximo". O laço traz a gente de volta para o centro, indicando que temos um pequeno papel dentro desse mundo enorme. Esse é o segundo símbolo, ele nos ensina a colocar o limite e trazer o ego para seu lugar. Esse limite é colocado pela presença de sattva nas ações, o compartilhar, dividir e pensar no próximo. A quarta mão é o varada mudra, a mão que abençoa. Abençoa dando resultado às nossas orações como também refúgio para a estabilidade emocional e evolução espiritual. Essa mão em varada mudra é comum a muitas imagens, pois simboliza a disponibilidade de Deus e o papel da devoção no crescimento de cada um. Ganesha tem um barriga grande, ela contém infinitos universos. Simboliza a benevolência da natureza e equanimidade, a habilidade de Ganesha de sugar os sofrimentos do Universo e proteger o mundo. Ganesha é o Senhor dos obstáculos, pois ele é aquele que coloca e aquele que tira os obstáculos da nossa vida. Ele é quem regula os karmas e dá os resultados das ações. E é por isso que quando queremos tocar nossos projetos para frente pensamos em Ganesha. Essa é uma forma espetacular da tradição de trazer a visão de Deus para a vida. Quando iniciamos um empreendimento, planejamos e pensamos nos obstáculos, e aí naturalmente como o obstáculo está associado a Ganesha, lembramos de Deus, realizamos nossa oração e partimos para a ação. O divino veículo de Ganesha é o rato ou mushika, que simbololiza talento e inteligência. Ele representa a investigação precisa de um assunto difícil. Um rato vive uma vida marginal nos esgotos, o que é também um símbolo da ignorância, dominante nas trevas, que teme a luz do conhecimento. O rato representa o ego, a mente e os seus desejos e o orgulho do ego. Ganesha, em algumas representações, está cavalgando um rato, e se torna o mestre (e não o escravo) dessas tendências negativas, apontando o o poder que o intelecto e as faculdades discriminatórias têm sobre a nossa mente. Existem outras interpretações coerentes com a tradição. Alguns artistas o colocam segurando uma flor, outros um prato com doces. Lembre-se que não existe um Deus com cabeça de elefante sentado em lugar nenhum. Trata-se de um símbolo do divino.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A personagem que você vive

Antes de tudo, é preciso saber que você mente, mente para Si mesmo, sempre mentiu, construiu sua vida à base de mentiras absolutamente sinceras. Você aprendeu isso desde cedo, de alguma forma sentiu que este era o modo de viver neste mundo, todos mentindo par si mesmos e para todos. Você foi percebendo como as pessoas agiam, do que gostavam, do que não gostavam, do que era bem-vindo, aceito, e foi tentando agradar a si mesmo e aos outros construindo uma persona, máscara, personalidade, de acordo com isso e foi-se convencendo de quem era. Foi um trabalho danado se adaptar a esta sociedade, ser integrado a ela. De alguma forma você conseguiu, mas agora você começa a perceber que a grande perda neste processo foi você mesmo, sim porque o que foi formado é tão irreal quanto uma personagem de um filme de ficção. Isso a que você chama de você é uma construção que você criou, um castelo de areia. Não há nenhuma solidez, foi feito para cair. Ao ouvir isso, que você sabe ser verdade, o choque é grande, não é mesmo? Isso a que você chama de eu é completamente irreal. E onde está o Eu verdadeiro? Ele está observando este teatro, este personagem que você criou, esperando que você em pleno ato no drama da peça, você lembre que está interpretando uma personagem que criou, boa, ruim, feliz, infeliz, sábia, burra, aquela que você escolheu interpretar. Você pode trocar de personagem quantas vezes quiser, normalmente constrói uma em cada vida, mas o Eu que está na plateia é sempre o mesmo, o Eu real. Pode-se dizer também que o Eu real está vivendo a cada reencarnação um sonho. SE você não está gostando da história da personagem que está vivendo, pode mexer no roteiro e fazer uma história melhor. Agora, você pensou no Karma e como ele age em todos os personagens de cada vida. Ele é o co-roteirista e diretor que trabalha com você ator-diretor e personagens. Conhece seu histórico de interpretações, se melhor para comédia, drama, suas fraquezas e qualidades como intérprete e roteirista-diretor. É seu sócio nisso, trabalham juntos. Pra mudar o roteiro. digamos, um que lhe tire da tragédia e o coloque num musical feliz, vocês têm que escolher um que se adeque à sua capacidade de roteirizar e interpretar. lembre-se que você já escrever e interpretou milhares de personagens. Tem experiência. É perfeitamente possível pra você escolger um roteiro onde você vive uma personagem feliz.