terça-feira, 31 de maio de 2016

Deus

Deus é tudo, além de tudo, o nada antes e o tudo depois. Está em todos os seres e, portanto, está em nós, na verdade somos um com Ele, pois se Ele é tudo, Ele somos nós também. Não há como nos separar Dele, mas nossa ignorância e ilusão faz isso o tempo todo, criando o distanciamento que nos perturba, aflige, nos dá medo, medo que sobrevive e cresce neste desconhecimento, que chamamos de falta de fé. Se Deus pode tudo, podemos tudo, desde que harmonizados com Ele, ou seja, cientes da nossa união total com Ele. Não somos seres separados. Paradoxalmente, Deus pode e não pode ser antropomorfizado, pois não é um Ser à parte, mas é cada um de todos os seres e o conjunto deles. Não tomar consciência disso é não tomar consciência de si próprio, é se iludir com o ego que reina nesta distorção da realidade e produz todo o sofrimento. Não há por que se sentir melhor ou pior do que ninguém. Todos somos Ele, e saber disso em maior ou em menor grau faz toda a diferença.

NOVA ERA

É o tempo do avesso, da sombra contorcida arrancada a fórceps das entranhas da mentira civilizatória, revestida da hipocrisia concebida na transa do aparente com a retórica, da ruptura dos dois lados do cérebro, dos corações aprisionados nos calabouços do status, da semântica relativizada em cada discurso, da cegueira voluntária, da distopia consentida, do freio de mão puxado contra a evolução, do liquidificador que bate tudo à espera de mais produção, mais consumo, crescimento a qualquer preço, globalização das massas, privatização da Terra, exclusão da maioria, decadência limítrofe do vômito coletivo, erupções à flor da pele, surubas midiáticas, movimentos de todas as ordens e desordens desfazendo-se de tudo, porque tudo já não significa nada, eis o anúncio explícito de uma nova era.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Brasil, a terra da nova era.

Brasil, brasa, fogo que queima para construir o que precisa ser construído e destruir o que precisa ser destruído. Tudo converge para ser aqui a terra abençoada, cumprindo todas as profecias de que daqui nascerá a nova espriitualidade que ganhará o mundo, uma só religião, unida à ciência e à filosofia, para a evolução de toda huma unidade. A tempestade que enfrentamos é o tapete sendo levantado, a sujeira sendo exposta de todos os lados, em todas as esferas, para depois a limpeza. Somos o laboratório da nova era, vemos aqui, agora, em grande escala o que está acontecendo em todo o mundo, o sistema velho, egóico, preconceituoso, que não serve mais, acumulativo, que serve a poucos em detrimento da maioria, está ruindo. Ruirão também todas as religiões separatistas que não servem à ideia original do religare, de nos ligarmos novamente a Deus, não um deus pessoal, desta ou daquela facção, mas um Deus que está em todos e em tudo, que não privilegia ninguém, que nos leva à consciência de que somos todos um só, independente de qualquer coisa, cor de pele, preferência sexual, etc.etc. Mas antes disso, a podridão vem à tona, os falsos profetas de todas as matizes, políticos, religiosos, economistas, gente que defende interesses escusos, para seu próprio benefício, que lutam com unhas e dentes para manter tudo como está: um sistema podre até o último grão de areia. Estamos no meio da tempestade, expondo tudo para depois varrer e limpar: todas as religiões, todos os partidos políticos, sem distinção alguma, todos que reagem à mudança interior e exterior para o crescimento. É confuso identificar porque é confuso perceber quem está do lado da evolução ou não, pois as máscaras são de todos os tipos em todas as esferas. Confundimos quem serve à evolução e quem serve à estagnação, com disfarces de todos os lados. Mas ccom um pouco de esforço adquireremos olhos de ver, de enxergar. Dói, é dolorido, mas tudo isso é inevitável para nossa evolução. "As velhas engrenagens já sentem a ferrugem lhe comer... "

terça-feira, 8 de março de 2016

Relendo Darwin

Darwin observou que nenhum animal na natureza acumula. O leão, por exemplo, só mata aquilo que precisa para comer e quando termina, parte para a caça novamente. E todos os outros seres são também assim. Lendo a evolução das espécies de Darwin, ele cita a palavra "amor" mais de 60 vezes e as palavras "sobrevivência do mais forte" menos de 5 vezes. E foi essa a frase que prevaleceu, esquecendo-se totalmente daquela palavrinha. A natureza, cada animal nela, não objetiva acúmulo e sempre o equilíbrio prevaleceu, até que o ser humano resolveu acumular e lutar uns contra os outros, contrariando todas as leis de harmonia da natureza.

terça-feira, 1 de março de 2016

O Ser de hoje

Ser de hoje Vivia apertado como mil pombos em um vaso Vivia afogado como em um barril fechado Vivia soldado como um poste fincado Vivia ansioso como um zumbido de um pernilongo Vivia acossado como uma panela no fogo Vivia jogado como papéis largados ao vento Vivia sedento como um bebê longe do peito Vivia sem jeito como um pássaro sem asas Vivia sem nexo como um tarado sem sexo Vivia no quarto como quem vive na rua Vivia na rua como quem vive em um quarto Vivia, mas não vivia, nem poderia Estátua sem arte, pedra cravada, alma sem alma Mente isolada, sentindo o vazio À procura de risos Sem piso, sem chão Seu corpo com fusos sem emoção Vida passando Escorrendo, sem pulso, sem plumo, sem parafusos Desconectado com mil acessórios em super redes sociais Ele era todo tecnologia Ciência e mil outras coisas mais Só não tinha o que mais desejava No fundo no fundo do fundo Somente um simples por quê

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Despertar

Eu verei você de novo quando estiver acordado O que dizer, o que não dizer, o que está dito sem ser dito O que está sem ser precebido ou sentido O que muda sem aparente mudança O que reflete acima do que está submerso O que é dúvida com tanta certeza O que está morto e virou cascão ambulante O que subjaz em todas ações mecânicas O velho travestido de novo E o novo travestido de velho E o banal das opiniões próprias que não são próprias Um ego formado de acúmulos de memórias e pensamentos que nem sequer nos pertencem A perplexidade diante do cosmos As respostas sempre meio respostas A constação de que tudo é apenas conceito Vale o mesmo para o nada para o tempo e para o espaço Sem tempo, sem espaço para um abraço? A justiça que é cega e deveria enxergar Tudo virou modus operandi A banalização das especialidades A macrovisão sempre micro A constatação sempre parcial O poder acima de tudo fingindo progresso, humildade e solidariedade O deus amarrado a livros e púlpitos de grupos interesseiros O pão nosso de cada um não é para todos e o luxo é para poucos O luxo vale a pena? Dominadores e dominados Quem tem olhos para ver prefere mantê-los fechados E nosso amor se perde entre tantos devaneios já não são palavras que vão convencer não são com elas que se possa entender não são com súplicas que se pode alcansar seja lá o que se tem em mente, mente não é com medo que vão sentir piedade e nos salvar tem que ser algo que você nunca imaginou nenhum adjetivo vai adiantar já nem um verbo auxiliar nem um pensamento ou sentimento nem um olhar nem fitar o teto nem ser inquieto Equilibrando-nos em um fio Estamos sempre por um fio a menos que haja amor Não, não podemos desistir O contínuo descortinar descortina? já nem o escuro ou um simples silêncio um qualquer meditar estamos diante de nós mesmos vamos ter que encarar olhar de frente saber o que é ausente e o que é presente o que é solidão e o que é presença não há como ser alienando-nos de nós mesmos e alienados sempre estamos de alguma forma além das formas já! a verdade, seja ela qual for, está aí em algum lugar dentro de nós mas o que é dentro e o que é fora? não venha com física quântica nem com nenhuma fórmula pronta não se trata de autoajuda nem de soluções psicológicas análises sem fim o começo é sempre não jogue fora o que é belo atire fora os ruídos há as boas e as más incertezas filtre autoconhecer, sempre já! nós já lemos e frequentamos de tudo está na hora de sermos nós seja lá o que isso signifique isso é com a gente e não é em nenhuma meta no futuro é agora o eterno é o não tempo a urgência é ver isso a impermanência é para tudo menos para o amor deixá-lo livre, se transformar não abandonar o que não não foi feito para o abandomo abandonar o que nunca foi coragem não é não ter medo é enfrentá-lo com todas as suas forças somente o já! seja lá o que for! Eu verei você de novo quando estiver acordado Então nos veremos no eterno amor

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Competição no mundo.

Claro que tudo passa, tudo é movimento, tudo se transforma no mundo das formas. Paralelamente , no mundo da consciência sem forma, tudo é aqui e agora. Como todos os iluminados disseram e tentamos compreender, se lá há barulho, agitação, pensamentos e sentimentos se multiplicando e nós acabamos por nos identificar com eles, agitando-nos, aqui há silêncio, um eterno agora, pleno, repleto de paz. Tudo que surge deste vazio é pura critividade, o novo nasce aqui, a ação exata para cada vibração que surja no mundo das formas, agindo sem se identificar com ele ("Eu não sou deste mundo"). Você olha e lá estão as polaridades, atua vendo-as, agindo sabendo que elas só existem ali, faz o que é preciso com sua consciência que ali age, mas não pertence a este mundo e sempre volta para o eterno, o não tempo, o não local, o imenso vazio criativo, o jardim da paz ("O reino dos céus está dentro de vós") Quando identicados com o mundo das formas, agitamo-nos, oscilamos e cometemos muitos erros. Todos nós. Este é o mundo do ego, do egoísmo que brota do sentimento da separatividade, Dele nasce a guerra, os confrontos, a não compaixão, a ausência do sentimento da unicidade, o não amor. O sentimento da separatividade surge, portanto, da identificação com as formas e as polaridades, de todas as espécies. Elas impedem de amar ao outro, enquanto que no mundo da não forma, da consciência plena, não existe o outro e sim o nós. O ego individual morre e nasce o Um, Um com todos, com todos os seres ( "é preciso morrer para realmente viver"). Vítimas do sentimento egóico, tudo que julgamos diferente de nosso ego, do que está nele, é visto como perigoso para ele e ele se torna perigoso para todos e para nós mesmos, fazendo tudo para alcançar seus objetivos, combatendo a tudo e a todos que julga atrapalhá-los nesta meta. Surge assim a competição, a base, o alicerce da nossa sociedade egóica. É só olhar e ver. - Olhem! - Silêncio! - Entrem! Este é o convite que os iluminados sempre nos fizeram! Em vez de fazer isso, criamos as religiões.